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O que são valores mobiliários? Entenda o conceito e exemplos!

Resumo do conteúdo: Este artigo explica o que são valores mobiliários com base na definição do mercado financeiro e da legislação brasileira, destacando sua importância para o funcionamento do mercado de capitais. O conteúdo apresenta como esses instrumentos são utilizados por empresas para captação de recursos e por investidores como alternativa de investimento, além de trazer exemplos como ações, debêntures e cotas de fundos, explicando suas diferenças e aplicações. O material também contextualiza como os valores mobiliários estão presentes em operações financeiras, fundos e emissões corporativas.

Os valores mobiliários estão presentes em diferentes operações do mercado financeiro. Eles integram carteiras, fundos de investimento e estruturas utilizadas por empresas que buscam captar recursos para financiar suas atividades e projetos de crescimento.

Conhecer esse conceito ajuda a compreender o funcionamento do mercado de capitais. Esses instrumentos conectam empresas e investidores, viabilizando a circulação de recursos de forma estruturada.

Ao longo deste conteúdo, você entenderá o que são e para que servem os valores mobiliários e conhecerá exemplos desses ativos no contexto brasileiro. Continue a leitura!

O que são valores mobiliários?

Os valores mobiliários são instrumentos financeiros que representam direitos de propriedade, crédito ou participação, geralmente ofertados publicamente no mercado de capitais. Eles podem ser emitidos por empresas, instituições financeiras ou entidades públicas.

No Brasil, o conceito de valores mobiliários está previsto na Lei nº 6.385/1976, que regula o mercado de capitais, com atualizações introduzidas pela Lei nº 10.303/2001. A definição abrange títulos e contratos de investimento coletivo ofertados publicamente, que geram direitos de participação, parceria ou remuneração.

Eles estão sujeitos à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por regular e fiscalizar o mercado. Essa estrutura busca assegurar que a emissão, oferta e negociação desses ativos sigam regras claras, contribuindo para a transparência e a proteção dos investidores.

A negociação de valores mobiliários é feita entre emissores e investidores como parte das dinâmicas de financiamento e investimento. Portanto, eles funcionam como mecanismos que conectam quem precisa de recursos a quem busca oportunidades de rentabilidade.

Para as empresas, os valores mobiliários permitem, por exemplo, estruturar operações financeiras de expansão, reestruturação de passivos ou financiamento de projetos de longo prazo. Essa flexibilidade possibilita o acesso a fontes de recursos mais diversificadas, de acordo com o perfil e a estratégia do negócio.

Sob a ótica do investidor, os valores mobiliários dão acesso a diferentes estratégias de alocação, considerando fatores como liquidez, retorno e risco. Desse modo, eles podem ser utilizados em estratégias com objetivos como crescimento de patrimônio, geração de renda ou diversificação da carteira.

Confira: Mercado futuro: entenda o seu funcionamento!

Quais são os principais exemplos de valores mobiliários?

Existem diferentes tipos de valores mobiliários disponíveis no mercado, cada um com características próprias, formas de retorno e níveis de risco distintos.

Veja!

Ações

As ações representam frações do capital social de uma empresa, o que torna o investidor um acionista do negócio. Esse tipo de ativo é utilizado por empresas para acessar recursos no mercado de capitais e por investidores que buscam participação nos resultados das companhias.

O retorno pode ocorrer por meio da valorização das ações ou do recebimento de proventos — como os dividendos —, conforme o desempenho da empresa. Por isso, elas são frequentemente associadas a estratégias de investidores com maior tolerância a oscilações em busca de potencial de retorno maior.

As ações são frequentemente utilizadas em estratégias voltadas ao ganho de capital e à participação em empresas. Ao mesmo tempo, elas exigem um acompanhamento mais próximo do mercado e das condições econômicas.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos no mercado de capitais. Neste caso, o investidor atua como credor e recebe uma remuneração conforme as condições estabelecidas na emissão do título.

Assim, elas podem apresentar maior previsibilidade de fluxo em relação às ações, a depender das condições da emissão — embora envolvam risco de crédito do emissor. As debêntures podem ter diferentes formas de remuneração, como taxas prefixadas, pós-fixadas ou atreladas à inflação. Isso permite adequação a estratégias e objetivos distintos.

Certificados de Recebíveis (CRI e CRA)

Os Certificados de Recebíveis são títulos lastreados em créditos a receber, geralmente vinculados aos setores imobiliário (CRI) e do agronegócio (CRA). Eles permitem transformar fluxos futuros de pagamento em recursos disponíveis no presente.

Esse tipo de instrumento é utilizado para viabilizar o financiamento de operações nesses setores, conectando investidores a projetos específicos. Para o investidor, eles podem representar uma alternativa de diversificação na renda fixa com diferentes condições de prazo e remuneração.

Cotas de fundos de investimento

As cotas de fundos de investimento representam uma participação em uma carteira diversificada de ativos administrada por um gestor profissional. Esse modelo permite acesso a diferentes estratégias sem a necessidade de escolher cada ativo individualmente.

Os fundos podem reunir diversos valores mobiliários, como ações, títulos de renda fixa e outros instrumentos financeiros. Isso possibilita a diversificação e a gestão mais estruturada dos recursos financeiros.

O investimento no mercado financeiro por meio de fundos é, geralmente, analisado por quem busca praticidade e acesso a uma carteira ampla. Eles também podem ser uma alternativa para quem deseja investir com apoio de uma gestão profissional.

Leia também: O que é antecipação de recebíveis e como funciona?

Como os valores mobiliários são negociados?

A negociação de valores mobiliários ocorre em diferentes ambientes dentro do mercado de capitais, como na bolsa de valores, principalmente nos chamados mercados primário e secundário. No mercado primário, eles são ofertados pela primeira vez aos investidores.

O processo ocorre por meio de emissões realizadas por empresas ou instituições. Nesse ambiente, os recursos captados são direcionados ao emissor, contribuindo para as operações financeiras estruturadas.

Já no mercado secundário, ocorre a negociação entre investidores após a emissão inicial dos ativos. Esse ambiente traz liquidez aos títulos, permitindo a compra e venda contínuas, conforme as condições de mercado e as estratégias dos participantes.

Como os valores mobiliários são utilizados no mercado financeiro?

Os valores mobiliários estão presentes em diversas operações do mercado financeiro, especialmente na captação de recursos por empresas. Como visto, por meio de emissões, elas conseguem financiar projetos, expandir suas atividades ou reorganizar suas estruturas financeiras.

Esses ativos e títulos também fazem parte do dia a dia dos investidores, que podem acessá-los diretamente ou por meio de fundos de investimento. Além disso, os valores mobiliários estão presentes em ofertas públicas, negociações em bolsa etc.

Dessa maneira, eles fortalecem o funcionamento do mercado financeiro ao estimular a circulação de capital e a formação de preços. Esse processo contribui para o desenvolvimento econômico e para a evolução do mercado de capitais no país.

Neste conteúdo, você entendeu o que são os valores mobiliários, como funcionam e de que forma estão presentes no mercado de capitais. O conhecimento é essencial para interpretar melhor as oportunidades e entender como esses instrumentos se encaixam em diferentes estratégias.

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