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Tesouro Selic ou CDB: o que avaliar antes de investir?

Resumo do conteúdo: Este artigo mostra que Tesouro Selic e CDB estão entre os investimentos mais conhecidos da renda fixa, mas apresentam diferenças importantes em segurança, liquidez, rentabilidade e tributação. O texto destaca as características de cada produto e quais fatores podem ser considerados na escolha entre eles para variados objetivos financeiros.


Escolher entre Tesouro Selic e Certificado de Depósito Bancário (CDB) é uma dúvida comum entre investidores que buscam previsibilidade e rentabilidade na renda fixa. Ambos os títulos fazem parte dessa classe e costumam estar entre as opções para quem deseja começar a investir ou ampliar a carteira.

Embora compartilhem semelhanças, esses investimentos apresentam diferenças relevantes relacionadas ao emissor, à forma de remuneração, à liquidez e ao nível de proteção oferecido. Por isso, a escolha entre eles não depende só da comparação de percentuais de rentabilidade.

Acompanhe a leitura e conheça as principais características do Tesouro Selic e dos CDBs!

Quais são as principais diferenças entre Tesouro Selic e CDB?

Antes de comparar as duas alternativas, vale entender as características de cada um e em quais aspectos elas se diferenciam. Características como liquidez, tributação e forma de remuneração podem influenciar os resultados ao longo do tempo.

Acompanhe!

Emissão

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo Governo Federal, via plataforma do Tesouro Direto. Por sua vez, o Bank Deposit Certificates (CDB) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras.

Nesse caso, o investidor empresta recursos ao emissor e recebe uma remuneração definida no momento da contratação, que pode seguir diferentes formatos conforme a modalidade escolhida.

Security

Outra diferença está no tipo de proteção oferecida ao investidor. O Tesouro Selic é um título público emitido pelo Governo Federal e possui o chamado risco soberano ou risco-país.

Isso significa que o pagamento depende da capacidade do Governo de honrar seus compromissos financeiros. Portanto, os títulos públicos costumam ser considerados entre as aplicações de menor risco de crédito do mercado brasileiro.

Já no CDB, a segurança ocorre por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição participante. O teto global é de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos. Esse total considera tanto a aplicação inicial quanto eventuais rendimentos.

Liquidez

O Tesouro Selic possui liquidez diária garantida pelo Tesouro Nacional, com resgates realizados em dias úteis. Isso permite que o investidor solicite o resgate antes do vencimento, com rendimentos acumulados até aquele período.

No caso dos CDBs, a liquidez varia conforme o produto e as regras do emissor. Existem opções com liquidez diária e outras que exigem permanência até o vencimento para acesso aos recursos.

Rentabilidade

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros da economia ou o índice utilizado para medir a inflação. Seu rendimento varia conforme as decisões de política monetária adotadas pelo Banco Central ao longo do tempo, sem uma taxa fixada de antemão, como ocorre em títulos prefixados.

Enquanto isso, os CDBs podem ser classificados em três categorias principais. Nos pós-fixados, a rentabilidade costuma ser atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), indicador que historicamente acompanha de perto as variações da Selic.

Já os prefixados oferecem uma taxa de juros definida no momento da aplicação, conhecida previamente pelo investidor. Por fim, os CDBs híbridos combinam uma taxa fixa com um índice de inflação, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), buscando preservar o poder de compra ao longo do tempo.

Tributação

Os rendimentos tanto do Tesouro Selic quanto dos CDBs seguem a tabela regressiva de Imposto de Renda (IR) aplicável à renda fixa. Veja:

  • até 180 dias de aplicação: 22,5% dos lucros;
  • de 181 até 360 dias: 20%;
  • de 361 até 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%

Como é possível perceber, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor é o imposto a ser pago. Para ambos os títulos, o recolhimento é direto na fonte e incide apenas sobre os seus retornos.

Leia também: O que é liberdade financeira e como conquistar a sua?

O que avaliar antes de escolher entre Tesouro Selic ou CDB?

A escolha entre as duas alternativas depende dos objetivos financeiros, do prazo da aplicação e da necessidade de acesso aos recursos. Entender em quais situações cada produto se encaixa melhor ajuda a tomar decisões mais fundamentadas.

Confira!

Reserva de emergência

A reserva de emergência é um recurso destinado a situações de urgência, como o nome sugere. Logo, ela precisa estar disponível a qualquer momento, o que torna a liquidez um critério essencial na escolha do investimento. 

Você viu que tanto o Tesouro Selic quanto alguns CDBs com liquidez diária costumam ser considerados para essa finalidade. Afinal, o dinheiro permanece aplicado enquanto não é utilizado, podendo ser resgatado rapidamente.

Busca por maior rentabilidade

Tanto o Tesouro Selic quanto muitos CDBs pós-fixados acompanham indicadores influenciados pela taxa básica de juros ou pelo índice utilizado para medir a inflação. Ainda assim, a rentabilidade efetiva pode variar conforme as condições específicas de cada investimento.

Por exemplo, um corte nos juros pode reduzir a atratividade desses títulos sob a ótica do potencial de retorno. Nesse cenário, investidores que podem abrir mão de liquidez imediata podem avaliar CDBs prefixados, que em determinados contextos oferecem taxas mais elevadas.

Eles se caracterizam por terem uma taxa de juros fixa, definida no momento de emissão. Ela não passará por mudanças caso o investidor leve o investimento até a data de vencimento.

Objetivos de médio e longo prazo

Para objetivos com horizonte mais definido, a escolha entre Tesouro Selic e CDB depende do papel que o investimento desempenhará na carteira. Dependendo das metas e do cenário econômico, CDBs prefixados podem ser considerados por investidores que buscam mais previsibilidade sobre o retorno.

Já os CDBs híbridos podem ser considerados por investidores que desejam preservar o poder de compra ao longo do tempo. O Tesouro Selic, por sua vez, tende a ser mais utilizado quando a prioridade é acompanhar as variações da taxa básica de juros com baixa volatilidade.

Em qualquer cenário, a escolha deve considerar fatores como prazo, objetivos financeiros e necessidade de liquidez ao longo do período de investimento.

A escolha entre Tesouro Selic ou CDB depende dos objetivos, do prazo e da necessidade de liquidez de cada investidor. É necessário comparar as características para identificar qual alternativa está mais alinhada a cada situação.

Quer conhecer opções de CDB para diferentes estratégias de investimento? Confira as informações sobre o CDB do Banco Fibra para entender suas características e condições!

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