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Investimento pós-fixado ou prefixado: qual escolher?

Resumo do conteúdo: Este conteúdo aborda investimentos de renda fixa, demonstrando como o investidor pode avaliar e escolher as alternativas disponíveis. O texto ensina como um título prefixado se diferencia de uma aplicação pós-fixada, apresentando exemplos de cada modalidade. O artigo também apresenta os principais fatores a considerar nessa decisão, como os objetivos do investidor, o horizonte de investimento, o cenário econômico, a segurança e as expectativas de retorno.


Ao investir em renda fixa, uma das decisões é escolher entre um título prefixado ou pós-fixado. Essa definição influencia a forma como a rentabilidade será calculada e deve considerar fatores como cenário econômico, prazo e objetivos financeiros.

Esse questionamento é comum, pois afeta o potencial de retorno da aplicação. Ele fica ainda mais complexo ao se considerar que existe uma terceira opção — os títulos híbridos.

Acompanhe este texto para aprender como avaliar os títulos de renda fixa e escolher entre investimento pós-fixado e prefixado!

Como escolher entre investimento pós-fixado e prefixado?

Determinar qual é o melhor investimento depende das características de cada investidor. Por isso, a alternativa mais adequada varia conforme o perfil, os objetivos e o contexto de cada pessoa.

Logo, não há uma resposta universal sobre qual investimento fazer. A definição dependerá do que você busca e das alternativas disponíveis.

Nesse sentido, o primeiro passo é conhecer o funcionamento de cada um deles. Acompanhe!

Prefixado

No investimento prefixado, a taxa de rentabilidade é definida no momento da aplicação. Dessa maneira, o investidor já sabe desde o início qual será o retorno contratado caso mantenha o título até o vencimento.

Imagine um CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado que ofereça uma taxa de 12% ao ano. Nesse caso, a remuneração permanecerá a mesma durante todo o período, independentemente das oscilações da Selic, do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou de outros indicadores.

A previsibilidade é uma das principais marcas desse tipo de investimento. Como a taxa é conhecida antecipadamente, é possível estimar o resultado esperado. Por outro lado, a modalidade não acompanha eventuais aumentos das taxas de juros após a contratação.

Pós-fixado

O investimento pós-fixado é aquele cuja rentabilidade fica vinculada ao desempenho de um indicador de referência. Em vez de conhecer exatamente o retorno no momento da aplicação, o investidor acompanha a variação desse indexador ao longo do tempo.

Entre os indicadores mais utilizados estão o CDI e a Selic, taxa básica da economia brasileira. Eles têm comportamento semelhante, com sua rentabilidade variando conforme as mudanças do cenário econômico.

Por isso, os investimentos pós-fixados são frequentemente associados a cenários de juros elevados ou em trajetória de alta, embora não exista garantia de rentabilidade futura.

Híbrido

Há ainda uma terceira modalidade: os títulos híbridos. Eles combinam elementos dos dois modelos — uma taxa fixa somada a um indicador do mercado. Por exemplo, aplicações cuja rentabilidade combina a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) com uma taxa fixa, como IPCA + 7% ao ano.

Nesse caso, é possível obter uma proteção contra movimentos inflacionários e, ainda, ter um ganho real, representado pela porcentagem adicional.

O que afeta a escolha dos seus investimentos?

A escolha entre um título prefixado, pós-fixado ou híbrido envolve diversos fatores. Embora a rentabilidade seja um dos aspectos mais observados, ela não deve ser analisada isoladamente.

Conheça os principais pontos de atenção!

Previsibilidade de retorno

A previsibilidade do retorno varia conforme a forma de remuneração do investimento. Enquanto os títulos prefixados permitem estimar o valor contratado até o vencimento, nos pós-fixados o resultado depende do comportamento do indicador utilizado como referência.

Um exemplo é o Tesouro Selic. Como sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros da economia, o investidor sabe qual é o indexador da aplicação. Porém, ele não consegue determinar exatamente qual será o retorno acumulado até o vencimento.

Afinal, a Selic pode sofrer alterações no período investido. Por esse motivo, quem prioriza estimativas mais precisas sobre o valor a ser recebido no vencimento costuma analisar a previsibilidade oferecida pelos títulos prefixados.

Impacto das expectativas do mercado

Expectativas sobre inflação, atividade econômica e juros são fundamentais na avaliação de investimentos. Considere, por exemplo, dois CDBs disponíveis no mercado. O primeiro oferece uma taxa prefixada de 12% ao ano. O segundo, pós-fixado, rende 100% do CDI.

Se houver expectativa de aumento da Selic nos próximos meses, o CDB pós-fixado poderá acompanhar esse movimento. Logo, ele apresentará uma rentabilidade diferente daquela projetada inicialmente.

Por outro lado, se o mercado esperar uma redução dos juros, a taxa contratada no título prefixado é mais atrativa em comparação às novas emissões.

Objetivos financeiros

Os objetivos financeiros são essenciais para definir quais alternativas são mais adequadas para cada situação. O prazo para utilizar o dinheiro e a finalidade da aplicação definem as características buscadas pelo investidor.

Considere que uma pessoa pretende comprar um imóvel em cinco anos e já sabe quanto precisará para complementar a entrada. Nessa hipótese, muitos investidores avaliam alternativas que ofereçam maior previsibilidade sobre o retorno, facilitando o planejamento financeiro.

Agora, um investidor que está construindo patrimônio sem uma data definida para utilizar os recursos consegue analisar diferentes modalidades de rentabilidade. Isso ocorre porque a meta é de longo prazo e não existe uma necessidade imediata de resgate.

Segurança

A segurança oferecida pelos títulos é um ponto relevante para comparar diferentes investimentos de renda fixa. Parte das aplicações conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Esse é o caso de CDBs, LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, respectivamente). A cobertura é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira, com limite global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

Outros investimentos de renda fixa não contam com a cobertura do FGC, como debêntures e títulos públicos emitidos pelo Governo Federal. Porém, no caso das aplicações do Tesouro Direto, os riscos são considerados limitados em razão da confiabilidade do emissor.

Independentemente da proteção do FGC, é importante avaliar o emissor, observando aspectos como capacidade financeira, histórico de pagamentos e condições da operação.

É possível combinar investimentos prefixados e pós-fixados?

As alternativas de investimento não são necessariamente excludentes. Você não precisa escolher entre títulos prefixados e pós-fixados — ambos podem ser combinados, conforme suas metas e a estratégia.

Aplicações com diferentes formas de rentabilidade respondem de maneiras distintas às mudanças do cenário econômico. Muitas vezes, utilizá-las em conjunto protege seu patrimônio contra a volatilidade do mercado, equilibrando riscos e retornos.

Escolher entre um título prefixado, pós-fixado ou híbrido exige avaliar fatores como objetivos financeiros, horizonte de investimento e cenário econômico. Com essa análise, é possível definir uma estratégia mais alinhada às necessidades do investidor.

Você se interessa por renda fixa? Aproveite para conhecer as alternativas disponíveis no Banco Fibra e comece a investir!

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