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Crédito rural: conheça 3 alternativas para expandir sua produção!      

Ter acesso a soluções de crédito rural é um fator relevante no planejamento estratégico de empresas do agronegócio. Mais do que um recurso financeiro, elas podem contribuir para a competitividade do produtor em meio a ciclos produtivos, variações de preços e exigências operacionais específicas do setor.

Muitas vezes, o investimento para modernização de frotas, a melhoria da infraestrutura técnica e a adoção de sistemas inteligentes de manejo só são possíveis com o suporte financeiro adequado. Com crédito bem estruturado, o negócio pode ganhar escala e enfrentar os desafios de forma mais organizada.

Quer saber mais sobre o papel do crédito rural no seu planejamento estratégico? Conheça 3 soluções de crédito rural disponíveis no mercado e entenda como cada uma funciona!

O que é e como funciona o crédito rural?

O crédito rural corresponde a um conjunto de linhas de crédito destinadas ao financiamento de atividades do setor agropecuário. Ele serve para apoiar diversas etapas da cadeia produtiva, desde o custeio de cada safra até investimentos em infraestrutura de longo prazo.

As linhas de crédito funcionam como um suporte ao fluxo de caixa. No agronegócio, existe um intervalo entre o investimento na safra e o retorno financeiro com as vendas. O crédito ajuda a preencher essa lacuna, permitindo a continuidade da operação sem comprometer integralmente o capital de giro próprio.

O foco no agro é importante porque linhas de crédito convencionais, frequentemente, têm limites e burocracias que não acompanham a velocidade de crescimento e as demandas do produtor. Logo, as empresas podem não encontrar a agilidade necessária para aproveitar janelas de plantio e outras oportunidades de expansão.

Embora o crédito rural seja muito associado aos recursos públicos, como o Plano Safra, o mercado privado também oferece alternativas. A diversificação das fontes de financiamento pode reduzir a dependência de recursos governamentais, sujeitos a revisões e limites orçamentários.

Para o agronegócio, o acesso ao capital é um dos fatores que influenciam a capacidade de investimento e crescimento ao longo do tempo. Afinal, com os recursos em mãos, não é preciso esperar ciclos de pagamento de clientes, por exemplo.

Quais são as 3 alternativas de crédito rural para expandir a produção?

Como visto, o crédito rural é composto por um conjunto de linhas de crédito, cada uma com características e propósitos distintos. Descubra 3 das principais!

1. Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F)

A CPR-F é um título de crédito que funciona como uma promessa de pagamento em dinheiro. Diferentemente da CPR tradicional, em que você entrega a colheita (grãos, gado etc.), nessa modalidade você paga o equivalente à produção em dinheiro, mantendo a posse do seu produto físico.

Para entender melhor, imagine um produtor que vende suas safras por R$ 100 mil. Na CPR física, seria possível conseguir esse adiantamento financeiro, mas com a necessidade de entrega dos produtos no vencimento.

Já na CPR-F, o produtor utiliza a expectativa de sua safra futura como base para a obtenção de recursos no presente. Contudo, ele mantém a liberdade de vender seus grãos para quem quiser quando chegar a hora da colheita, já que a liquidação do crédito é apenas financeira.

Para conseguir a CPR-F, o produtor ou a cooperativa deve definir qual produto servirá de base e qual índice de preço será usado. O título precisa ser registrado em sistemas autorizados pelo Banco Central para ter validade, com o apoio de instituições financeiras habilitadas, como o Banco Fibra.

Como o pagamento é em dinheiro, o produtor fica livre para entregar sua colheita para o comprador que ofereça um preço melhor na hora da venda. Com o capital em mãos, ele também pode negociar melhores condições com seus parceiros comerciais.

2. Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA)

Já o CDCA é uma solução de crédito rural lastreada em direitos creditórios originados de negócios entre produtores rurais (ou suas cooperativas) e terceiros. Ele é criado quando o produtor ou cooperativa utiliza suas vendas a prazo como garantia para conseguir dinheiro à vista.

Uma solução com características similares é o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A diferença é que os CRAs são emitidos por instituições securitizadoras, enquanto a emissão dos CDCAs é feita por cooperativas e demais empresas do setor.

Para conseguir o CDCA, é necessário que a empresa apresente os direitos creditórios (recebíveis) que servirão de lastro para a operação. O banco avalia o histórico comercial e as garantias reais oferecidas para que a captação no mercado de capitais tenha solidez e segurança jurídica.

Essa estrutura de crédito permite ao produtor gerenciar melhor o escoamento da safra e organizar seu fluxo financeiro. Como título de renda fixa, ele oferece condições de taxas pré ou pós-fixadas para a rentabilidade dos investidores no mercado financeiro.

3. Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé)

O Funcafé, como o nome sugere, é uma linha de crédito específica para quem trabalha com a produção e industrialização do café. Ele utiliza recursos de um fundo federal para suporte em diversas etapas, desde o cuidado com a planta até a venda final do produto para o mercado.

As modalidades atendidas pelo Banco Fibra são:

  • Custeio: financiamento direto da produção para cafeicultores individuais e cooperativas;
  • Comercialização: suporte para gestão de estoque, permitindo que o produtor escolha o momento ideal para a venda;
  • Financiamento para Aquisição de Café (FAC): destinado a torrefadores, indústrias de solúvel e exportadores que adquirem o grão;
  • Capital de giro: solução de liquidez imediata para indústrias de torrefação, café solúvel e cooperativas de produção.

As condições seguem as taxas estabelecidas anualmente pelo Conselho Monetário Nacional e as normas do Manual de Crédito Rural (MCR). Entre os critérios de acesso estão a inscrição no Cadastro de Produtor Rural e a atuação direta na cafeicultura nacional.

Confira: Seguro agro: como proteger safra e máquinas contra riscos climáticos?

Como acessar essas linhas de crédito?

O primeiro passo para acessar o crédito é realizar um diagnóstico das necessidades de investimento da sua propriedade. Ter clareza sobre o destino do capital colabora para uma expansão técnica e sustentável para o negócio.

O Banco Fibra oferece um atendimento consultivo que auxilia na identificação da melhor modalidade para cada fase da safra. Com a aprovação, o produtor recebe os recursos necessários para modernizar sua infraestrutura e ganhar competitividade.

Como você acompanhou, as soluções de crédito rural podem contribuir para o seu planejamento estratégico, seja para plantar ou vender os itens. Agora, vale avaliar essas 3 alternativas para entender quais podem fazer sentido no contexto da sua operação.

Quer conhecer soluções alinhadas à realidade do seu negócio? Saiba como o Banco Fibra atua no apoio ao agronegócio!

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