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3 Dicas de soluções financeiras para exportação de café

A exportação de café segue como um dos pilares do agronegócio brasileiro, movimentando bilhões de dólares por safra e conectando o país aos principais mercados consumidores do mundo. Mas, mesmo com tradição e qualidade reconhecida, o setor enfrenta transformações.

Entre a oscilação de preços, as novas exigências de sustentabilidade e a disputa por espaço no comércio internacional, o café brasileiro se divide entre oportunidades e desafios. Quem atua nessa área precisa estar atento a ambos.

Quer entender como o Brasil se posiciona no mercado cafeeiro global? Continue a leitura e veja 3 soluções financeiras voltadas ao setor!

Cenário atual para exportação de café

O Brasil é responsável pela produção de 40% do café consumido no mundo. O país fechou 2024 com volume recorde de exportação do grão. No período, mais de 50 milhões de sacas de 60 kg do produto foram enviadas ao exterior.

Apesar disso, em 2025, o volume de vendas internacionais apresentou uma retração. Por exemplo, o produto passou por uma queda de vendas de 17,5% em agosto, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Conheça mais detalhes sobre o cenário de exportação do café brasileiro em 2025!

Estados Unidos deixou de ser o principal comprador do café brasileiro

Houve mudança em relação aos destinatários do café brasileiro. Durante os primeiros sete meses de 2025, os Estados Unidos eram os principais compradores do produto. Contudo, o cenário se alterou a partir de agosto, quando a Alemanha assumiu a liderança.

Essa mudança no perfil dos compradores se deve principalmente ao tarifaço imposto pelo Governo norte-americano a certos produtos originados no Brasil. Um dos mais afetados foi o café, cujos impostos de importação nos EUA foram elevados em 50%.

Apesar disso, o café brasileiro encontrou outros destinatários. Além da Alemanha, a Colômbia aumentou consideravelmente a compra do produto nacional. Desde agosto de 2025, a importação de café pelo país latino cresceu 567%.

Ainda, o item produzido no Brasil ampliou sua presença na Ásia. Ele já dava sinais de fortalecimento do continente, especialmente porque suas vendas aumentaram em 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024.

Essa crescente foi reforçada em agosto de 2025, quando a China habilitou 183 novas empresas brasileiras a exportar café ao país.

Infraestrutura portuária exige atenção após dar prejuízos à indústria cafeeira

Mesmo com a forte demanda global, a exportação de café enfrenta gargalos internos. Um dos principais é a infraestrutura portuária, que impacta o escoamento da produção. Em junho de 2025, o Brasil deixou de embarcar mais de 450 mil sacas de café por falta de capacidade logística.

Outros obstáculos são ilustrados pela bienalidade da lavoura — uma característica natural de alternância entre safras maiores e menores. Somada às questões climáticas, ela impacta a oferta do produto no mercado.

Segundo o Ministério da Agricultura, tanto variações de temperatura quanto chuvas irregulares limitam o potencial de produção em certas regiões do Brasil. Isso impede um crescimento maior do cultivo de café no país.

Desafios do setor para adequar o produto para exportação

A exportação de café brasileiro requer do produtor adequar seus processos às exigências internacionais. Da colheita à embalagem, cada etapa da cadeia produtiva precisa ser conduzida com rigor técnico e foco em consistência.

Na produção, o desafio é padronizar lotes colhidos em diferentes períodos e condições. Após a colheita e o beneficiamento (despolpa, fermentação, lavagem e secagem), os grãos devem ser reunidos e avaliados antes da exportação.

O armazenamento também requer atenção. Como o café pode permanecer por longos períodos aguardando embarque para seus destinos internacionais, é essencial manter controle sobre os locais escolhidos. Temperatura, umidade, luz e oxigênio estão entre os detalhes que precisam de cuidados.

Afinal, uma variação em somente um desses fatores é capaz de comprometer o sabor e o aroma do produto, resultando em perdas financeiras e rejeição da carga.

Quanto às embalagens, o café verde (in natura) costuma ser transportado em sacas de juta, mais econômicas, porém menos protetoras. Já os cafés torrados ou moídos devem ser acondicionados em embalagens de barreira, como filmes metalizados ou laminados, preferencialmente a vácuo.

Por fim, a rotulagem segue critérios definidos pelo Ministério da Agricultura (MAPA). Os cafés verdes devem indicar tipo, classe e subclasse, enquanto os industrializados precisam atender às normas sobre aditivos e composição.

3 Soluções financeiras para proteger a exportação cafeeira

Para competir no mercado internacional, o exportador de café precisa de mais do que eficiência produtiva. Gestão financeira, acesso a crédito e proteção cambial são elementos relevantes para tornar a operação mais estável ao longo do ciclo de produção e venda.

Confira 3 ferramentas financeiras utilizadas pelo setor cafeeiro para apoiar as exportações!

1. Financiamento e Funcafé

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) continua sendo uma das principais fontes de financiamento do agronegócio do café. Para a safra de 2025, o fundo disponibilizou cerca de R$ 7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura.

Esses recursos atendem a diferentes finalidades, como custeio, comercialização e gestão de capital de giro para indústrias, cooperativas e exportadores.

Nesse contexto, o Financiamento para Aquisição de Café (FAC), com recursos do Funcafé, oferece condições compatíveis com as necessidades do setor. Ele contribui para organizar o fluxo de caixa e apoiar investimentos em qualidade.

2. Seguro cambial e gestão de riscos

A volatilidade do câmbio e o cenário internacional reforçam a importância de avaliar mecanismos de proteção. Instrumentos como hedge cambial, seguro de crédito à exportação e contratos de venda antecipada podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações de preço.

3. Planejamento financeiro integrado

A exportação de café envolve receitas em moeda estrangeira e custos domésticos, além de despesas logísticas e tributárias. Por isso, um planejamento financeiro integrado pode ajudar na coordenação entre financiamento, proteção cambial e gestão de caixa.

O acompanhamento de instituições com experiência no agronegócio, como o Banco Fibra, pode apoiar o exportador na estruturação de operações alinhadas ao seu perfil, necessidades e condições de mercado.

Neste conteúdo, você conheceu o atual cenário do café brasileiro e da exportação do produto, assim como 3 soluções disponíveis para o setor. Se você atua nesse ramo, já sabe quais são as alternativas presentes no mercado em busca de proteção para suas operações e investimento no seu desenvolvimento.

Quer aprender mais sobre os produtos do Banco Fibra para o setor cafeeiro? Veja como funciona o financiamento realizado com recursos do Funcafé!

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Visibilidade Online
1 ano atrás

Parabéns pela clareza com que você tratou o tema. Mesmo quem não tem conhecimento prévio consegue acompanhar o raciocínio.

Alagoas
1 ano atrás

Fiquei impressionado com a forma como você conseguiu conectar diferentes conceitos e criar uma análise tão coesa.

Rio Grande do Norte
1 ano atrás

Parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa que claramente foi feito para embasar as ideias apresentadas.

Francisco Junior top #1
1 ano atrás

A leitura foi leve e agradável, mas ao mesmo tempo repleta de conteúdo relevante e reflexões profundas.

amzx.art/portal
1 ano atrás

É sempre bom ler algo que não só informa, mas também questiona e instiga o leitor a pensar de maneira crítica.

amzx.art/portal
1 ano atrás

Uma leitura rápida e enriquecedora.

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